quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O medicamento Seiva da Moreira pode ser prejudicial à saúde



      A comercialização do remédio Seiva da Moreira é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2013, mas o medicamento continua sendo vendido na internet e no comércio de rua como um produto de origem natural. Trata-se de cápsulas pequenas com sais transparentes ou brancos, que não lembram de jeito nenhum o extrato da planta. O rótulo da Seiva da Moreira, também vendida com o nome de Leite da Moreira, diz que o uso é indicado para o tratamento de dores de cabeça, bursite, picada de insetos, asma, sinusite, garganta inflamada, dor nas pernas, cólicas, varizes, frieira, torcicolo, micoses, coceira, dor na coluna, celulite, distensão muscular, torção, luxação e até mesmo rachadura dos pés. Além disso, o pote diz que o produto é feito à base de plantas.
      
      Entretanto, pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) analisaram amostras do remédio, e descobriram que o medicamento, além de não ser fitoterápico, pode fazer mal à saúde. Eles descobriram que o medicamento vendido com o nome da planta, contém, na verdade, diversas substâncias químicas. "Nós encontramos substâncias que não são fitoterápicas, são analgésicos e anti-inflamatórios”, disse o coordenador de pesquisas tóxicofarmacológicas da UFG, Luiz Carlos da Cunha. Além disso, alguns frascos contém até mesmo corticoides, utilizado contra inflamações. Essas substâncias podem causar problemas à saúde se houver erro na dosagem ou mistura com algum outro medicamento. Mas as cápsulas ainda são fabricadas e distribuídas em laboratórios caseiros irregulares.

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