domingo, 22 de fevereiro de 2015

Parlamentares indicados para apurar esquema de corrupção na Petrobras receberam 1,9 milhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato


      Um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que dos 10 deputados indicados para apurar o esquema de corrupção na Petrobras receberam 1,9 milhões em doações eleitorais de empresas investigadas pela Operação Lava Jato. E o número de agraciados com doações dessas empreiteiras pode aumentar ainda mais se levarmos em consideração que ainda faltam 12 parlamentares a serem escolhidos para completar a CPI e que o PT, o PMDB e o PP ainda não apresentaram seus escolhidos.
     
       Dos deputados já confirmados na CPI, Júlio Delgado (PSB-MG) foi quem recebeu o maior volume de recursos. A direção nacional do PSB repassou R$ 200 mil da Andrade Gutierrez e R$ 100 mil da Queiroz Galvão Alimentos, empresa do grupo homônimo. O diretório estadual repassou R$ 50 mil da Odebrecht, empreiteira que doou mais R$ 30 mil diretamente à campanha de Delgado.
     
       Na lista de deputados contemplados indiretamente aparecem ainda Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Onyx Lorenzoni (DEM-RS), João Carlos Bacelar (PR-BA), Paulo Magalhães (PSD-BA), Bruno Covas (PSDB-SP), Izalci (PSDB-DF), Otávio Leite (PSDB-RJ) e Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). Dentre os cotados para integrar a CPI, mas ainda não oficializado está o petista Vicente Cândido (SP) que também recebeu doações indiretas das empreiteiras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e tem como base a prestação de contas dos candidatos disponibilizada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


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